segunda-feira, 12 de junho de 2017

Doce de laranja à moda antiga

As laranjas estão quase a acabar! A época dos citrinos vai dar lugar às frutas de verão e nessa altura farei mais doces e compotas! Mas, como o homem da casa esteve no algarve em trabalho e trouxe bastantes laranjas, para aproveitar as tocadas e mais pequenas decidi fazer doce!
Nunca tinha feito doce de laranja, por isso fui à net pesquisar receitas. Encontrei um blog com uma receita que me agradou. Agradeço desde já à blogger pois, foi uma preciosa ajuda. Para quem gosta de cozinha deixo-vos aqui o link deste blog Se7te pecados:  http://se7epecados.blogs.sapo.pt/tag/doce.
Comecei por lavar e partir as laranjas em rodelas bem fininhas como dizia a receita.
Bem, esforcei-me por cortar o mais fino possível e por tirar os carocitos. Em seguida juntei um pouco de água e deixei a macerar 8h! No meu caso tinha 1,250 kg de laranjas e coloquei a macerar em cerca de dois copos de água.

Passadas as 8h de maceração deitei tudo num tacho, adicionei dois pauzinhos de canela, e coloquei em lume brando cerca de 30 min, mexendo de quando em vez. Quando as cascas da laranja já estavam molinhas juntei cerca de 750 g de açúcar amarelo e sumo de um limão.
Deixei cozer em lume brando por mais cerca de 45 min. Mexi umas quantas vezes e quando estava quase, passei com a varinha mágica grosseiramente só para desfazer algumas cascas. Deixei ferver mais um pouco até obter o ponto de estrada. Depois foi só distribuir pelos frascos devidamente esterelizados.
Rendeu 4 frascos e uma tacinha. A taça de doce desapareceu num ápice entre bolachinhas de água e sal no final do jantar a acompanhar o café.... julgo que os frasquinhos vão ter o mesmo destino rapidamente! Garanto-vos que este doce é delicioso.

domingo, 11 de junho de 2017

Antonio Fragoso, o compositor português que fomos conhecer na Agitar!

Onde há música não pode haver coisa má. 
     Cervantes


Cervantes é assertivo! A música é algo de sublime e onde ela existe as pessoas sentem-se bem e por isso, são certamente melhores.
Aqui em casa, a música é uma constante. Ouve-se com frequência e toca-se com paixão . Eu, infelizmente sou o elemento da família que não a produz. Sou o auditório de pai e filha. O seu fiel público e apoiante incondicional. Os dois tocam piano. A B.  começou a aprender há 3 anos no colégio, mas os seus progressos ocorrem desde que a mudámos para a Academia Pedro Sousa, graças à sua incansável professora Sara Mendes.
Se vos faço esta introdução é para melhor compreenderem como chegámos a António Fragoso. É que tivemos uma bela oportunidade de o conhecer melhor e de ouvirmos a sua música pela mão da professora Sara.
Na sua jovial e profissional dinâmica esta professora não confina a sua relação com os alunos à sala de aula. Sempre que pode tenta envolver os seus alunos neste mundo sublime da música das mais diversas formas.
Foi assim, que na última sexta-feira, aceitando o seu convite fomos à Agitar - Universidade sénior do Porto, ouvir três peças musicais do século XVIII da autoria de António Fragoso.
Bem, deixemos António Fragoso para daqui a pouco e falemos da Agitar.
 De acordo com o site a "Agitar é uma instituição sem fins lucrativos que desenvolve atividades recreativas, culturais e educativas, com especial incidência na população sénior. Iniciaram este projecto em 2010. O objetivo foi criar um espaço de diversão, de cultura e de acompanhamento aos seniores. "
Cascata da Agitar em concurso
Ora, num país em que há um elevado número de séniores e em que temos uma das populações mais envelhecidas da europa, este projeto parece bem extraordinário e sensato. Se estiverem interessados em saber mais sobre a Agitar é só seguirem o link http://www.agitar.pt/
Aproveito para vos dizer que o plano de actividades inclui uma série de iniciativas abertas à comunidade e bem na moda, tais como, aulas de yoga, reiki, pilartes...
 Foi no âmbito da sua semana ConVive -  Projeto de intervenção social em parceria com a Licenciatura de Educação Social da Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti. Com o objectivo de disseminar informação entre a população em geral e em particular junto da população sénior, sobre as possibilidades de promoção de uma vida ativa e autónoma, através da construção de projetos pessoais de vida.


 Em 2017 o ConVive ocorreu nos dias 29, 30, 31 maio, 1 e 2 junho. E contou com workshops, seminários, etc., a ocorrer gratuitamente no Porto.
E foi precisamente a encerrar o programa que tivemos a possibilidade de conhecer António Fragoso.
Mas quem foi este compositor português? ??
António de Lima Fragoso, natural da Pocariça, Cantanhede, nasceu em 1897. Há precisamente 120 anos. Foi um amante da música e contrariando a tradição familiar decidiu muito jovem estudar  música, piano. Primeiro com Ernesto Maia, depois com Luís Freitas  Branco. Ingressou no conservatório de Lisboa onde concluiu os estudos com nota máxima.





Compôs mais de cem composições, obras corais, para piano e de câmara. Foi muito influenciado pela música de Debussy e Ravel.
Há cerca de 8 anos, os seus sobrinhos e sobrinhos-netos uniram-se e criaram a Associação António Fragoso para dar a conhecer a vida e obra deste compositor conimbricense.
Em 2014 a Associação doou todo o espólio de Fragoso à Universidade de Coimbra.
Aos quinze anos entrou finalmente no Conservatório de Música de Lisboa e, em apenas quatro anos, concluiu o Curso Superior de Piano com a nota máxima, 20 valores. Ao mesmo tempo que estudava... compunha e deixou-nos composições musicais que perduram no tempo e parecem ter um extraordinário vigor - e é muito graticante verificar que grande parte dos seus actuais intérpretes são jovens, que se apaixonaram pela sua música.


Em 2008 realizou-se um congresso sobre António Fragoso do qual resultou um livro e um CD.
A originalidade deste compositor que eu acho admirável é o facto de a sua composição datar de 1915 (para facilitar...) e ser terrivelmente «clássica». É, aliás, por essa razão que há vários estudiosos da sua música que não não lhe reconhecem influências de Debussy.
Dito de outro modo, o início do século XX que ele viveu é o tempo da segunda Escola de Viena, que, sob a orientação de Schoenberg, transformou a música por completo.
E Mahler, o suposto iniciador da «música contemporânea», já tinha morrido. Em suma, é um tempo de profunda revolução na música europeia. Pois, nesta altura Fragoso muito jovem compõe prelúdios modernistas de romantismo tardio. 
 Porque era um músico, um artista, e o que tinha de soltar do profundo de si era intemporal.


Ora, a jovem professora Sara Mendes que pelos vistos, também se apaixonou pela música deste jovem génio, trouxe-nos esta bela descoberta e para além de ficarmos a conhecer a sua vida e uma parte da sua obra, tivemos a sorte de ouvir, eximiamente interpretadas pelas mãos da sua aluna Ana Miguel, a Aria das «3 peças do século XVIII».


Que belo e melodioso final de tarde! 
A obra deixada por António Fragoso, falecido aos 21 anos, em 1917, vítima da pneumónica, "é muito refrescante, tanto mais que impressionistas em Portugal, naquela época, contam-se pelos dedos, e o impressionismo chegou muito tarde [ao país]" segundo responsável pela Associação António Fragoso.  Concordamos! É notável um jovem ter composto tão boa música, e agrada-me sobremaneira saber que é português! Mais uma bela descoberta-










sábado, 3 de junho de 2017

O Tesouro da Abissínia...o caderno de viagem do Pedro Mesquita que se deve folhear no CPF!

E apesar de tudo,
ainda sou a mesma!
Livre e esguia,
filha eterna de quanta rebeldia
me sagrou.
Mãe-África!

   Alda Lara
Inaugurada há poucos dias a mais recente exposição fotográfica do casal de jornalistas Pedro Mesquita e Paula Mourão Gonçalves é sem dúvida, um fantástico e emocionante caderno de viagem pela Etiópia da actualidade.
Antes de entrar no Centro Português de Fotografia só me vinha à cabeça o célebre concerto Live Aid organizado por Bob Geldof no Verão de 1985. Tinha15 anos então, e talvez tenha sido a primeira vez que me arrepiei ao ver as imagens da fome na Etiópia. Nunca mais esqueci aquelas imagens de crianças com edema da fome...e da profundidade do seu olhar!
A mesma profundidade que encontrei nos meninos dos musseques de Luanda e que agora reencontro nas fotos de Pedro Mesquita.
 
"O Tesouro da Abissínia" conta em fotos e texto viagem ao quotidiano da Etiópia
 

 
Os textos de Paula Mourão Gonçalves são bastante intensos e descritivos...
e África é mesmo assim: "As crianças. Sempre as crianças. De um lado e do outro da estrada. Os uniformes da escola [...]Rodeiam-me. Olhos vivos, curiosos, fitam-me, medem-me, sorriem-me e ficam à espera que fale."
É engraçado como tenho exactamente a mesma sensação, julgo que é próprio de todas as crianças Africanas. Vivi esta experiência no Egipto, na Tunísia, em Marrocos e em Angola.
São crianças que vivem a caminhar!
 Fazem imensos quilómetros a pé diariamente. Vão a pé para a escola, caminham para ir à água, caminham para ir à Igreja, caminham para ir ao médico, enfim... vivem longe de tudo! Longe do mundo que se diz civilizado, como o nosso... E longe dos seus direitos!!!
Há um texto na exposição que evoca o filme África Minha, a música e a paisagem! Ao lê-lo recordei aquela que foi a viagem mais arrepiante e deslumbrante que fiz em Angola em 2012, de Luanda ao Uíge, cerca de 300 km pela Angola profunda em estradas térreas e degradadas, mas de uma beleza natural ímpar...uma viagem privilegiada, só permitida após o tempo de paz e que nos faz apaixonar pela terra laranja, das densas florestas tropicais, da savana, das curvas e contracurvas a serpentear rios...Dande, Cuango! Ocorreu-me esta viagem, porque nessa altura senti-me como se estivesse a adentrar-me por África Minha! Mas voltemos à exposição...

A história desta exposição fotográfica começou com o convite ao fotógrafo em 2014 para participar na Bienal de Fotografia de Adis Abeba e serviu de mote para a descoberta da Etiópia. 360 kilómetros. Nove horas de viagem separam Lalibela e Gondar. E muitas histórias para captar e contar...


 
Uma exposição que pretende lembrar a Etiópia cristalizada nas trágicas imagens dos anos 80, faminta e devastada pela guerra e pela seca.[...] mas onde há uma esperança que se renova.

Os povos Africanos são povos sofridos! Povos de lutas!
As crianças que fazem o caminho para a escola, com a tarefa de, no regresso, abastecer de água os bidões improvisados. Os miúdos que estudam matemática na berma da estrada. As mulheres carregando pesados fardos de palha. Os velhos de rosto marcado. Os caminhos da fé.
A viagem destes povos é um apelo à nossa capacidade de reflectir sobre as sociedades, as organizações, as políticas, os territórios...enfim!
Um apelo ao nosso olhar sobre uma realidade que nos deve deixar embaraçados e inquietos!
 
 
© Pedro Mesquita
 
Bem-Haja aos dois jornalistas viajantes pelo desassossego, pelo caderno de viagem exposto!
Esta exposição promove uma viagem interior à nossa memória, ao nosso íntimo, ao lado mais humano que em nós habita...
A não perder!
Se puderam vir ao Porto até Setembro aí está um tesouro que devem querer descobrir, Centro Português de Fotografia (antiga Cadeia da Relação).

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Dia da Crianç.a no Palácio de Cristal!

Como uma criança antes de a ensinarem a ser grande,
Fui verdadeiro e leal ao que vi e ouvi.
    Alberto Caeiro in Fragmentos
É dia da criança! Dia 1 de Junho de 2017, dia mundial da criança.
Decidi ir buscar a B. para almoçar e levei-a ao Palácio de Cristal que é onde este ano se faz a festa da criança no Porto.
Claro que é mais um daqueles dias que serve para nos lembrar que há muitas crianças que não têm direito a sê-lo!
Infelizmente neste dia há muitas crianças a sofrer, sem direitos, sem paz, sem alimento, sem amor...por elas é que é preciso sensibilizar as outras que TODAS as crianças têm os mesmos Direitos.
Foi em 1950, que a Federação Democrática Internacional das Mulheres propôs às Nações Unidas que se criasse um dia dedicado às crianças de todo o mundo. Este dia foi comemorado pela primeira vez logo a 1 de Junho desse ano!
Mas só em 1959 é que a ONU aprovou a "Declaração dos Direitos da Criança".
Trata-se de uma lista de 10 princípios que, se forem cumpridos em todo o lado, podem fazer com que todas crianças do mundo tenham uma vida digna e feliz.
No trigésimo aniversário da Declaração em 1989, a ONU aprovou então a actual "Convenção sobre os Direitos da Criança", que é um documento muito completo (e comprido) com um conjunto de leis para protecção dos mais pequenos (tem 54 artigos!).
Este documento é de tal modo importante que desde 1990 é considerado Lei Internacional.
Para assinalar a sua importância a entrada dos Jardins do Palácio de Cristal está transformada em Jardim dos Direitos da Criança.
Vista geral dos Jardins
Os jardins vestiram-se a preceito para receberem a miudagem. Há vários espaços e várias entidades a promoverem a festa.
Workshop de Tinturaria
Houve tempo para aprender na oficina de tinturaria e para ser criativa no mural ponto Porto.


Mensagem no mural Ponto Porto


Ainda bem que a tarde estava amena, deu para passear tranquilamente e aproveitar cada espaço sem muito calor. As risadas da criançada e o bulício tornaram os jardins animados. Apeteceu-me regressar à infância e participar nos jogos tradicionais. A B. ainda tentou andar de caiaque mas a fila era imensa...
 Durante uma tarde pode fazer-se e viver-se magia!
Há sempre um canto a surpreender-nos, instalações magníficas com as quais interagimos e momentos para nos fazer lembrar que a vida é tão bela.
Adorámos a ilha da Paz com os seus milhares de pássaros brancos em origami a esvoaçarem ao vento mesmo por cima das nossas cabeças.
Ah! E só não cantamos na concha acústica porque tivemos um pouquito de vergonha! eheheheh



Foi uma tarde bem passada com a B. ...para que a infância perdure e para que o espírito de criança não a abandone! A bem da verdade, para que não me abandone também!
Tal como diz a canção....[...] o sonho comanda a vida
E que sempre que o homem sonha
O mundo pula e avança
Como bola colorida
Entre as mãos duma criança

 

terça-feira, 30 de maio de 2017

A descoberta do Museu do Centro Hospitalar do Porto!

Eu sei que ultimamente não tenho escrito muito! Pelo menos não no blog...enfim! Muitos afazeres pelo meio e alguma ta de tempo para organizar fotos e fazer pesquisa...mas não pensem que deixei de fazer coisas e de visitar sítios giros e inusitados...eheheheh Agora colocar ordem na casa vai requerer esforço mnemónico redobrado.
Vamos ao que interessa! Hoje quero falar-vos de uma visita feita aqui "há atrasado" como se diz à moda do Porto...Museu do Centro Hospitalar do Porto ou para ser mais precisa Botica do Hospital Real de Santo António e Farmácia do Hospital Joaquim Urbano.
Ora, pela foto desta fachada tão sobejamente conhecida dos portuenses é fácil perceber que este museu fica no interior do Hospital de Santo António. Menos visível será a sua existência, dado que é um dos museus mais recentes da cidade tendo sido inaugurado em 2013 com o objectivo de evocar e expor práticas e técnicas de intervenção das ciências da saúde que atravessaram os séculos XIX e XX.

 
 
Fixemo-nos primeiramente na própria história do Hospital de Santo António. Foi projectado pelo Arquitecto Inglês John Carr como um verdadeiro colosso de forma quadrangular que, não foi, contudo concluído conforme a planta original, por falta de meios e verbas. Poderão ver as plantas originais no site do CHP http://www.museu.chporto.pt/
Deveria ser o primeiro hospital do Porto para os Pobres. Como o projecto era megalómano para a altura, aquilo que foi feito foi o prolongamento do já existente Hospital Roque Amador, prolongado para sul até á Rua das Flores, com entrada junto á Igreja. [ essas obras de prolongamento iniciaram-se em 1605 mas só foram concluídas em 1689].  
Os fundos para esta construção foram doados por D. Lopo de Almeida, daí o Hospital ter passado a designar-se Hospital D. Lopo de Almeida.
Gerido pela Santa Casa da Misericórdia do Porto.

A nossa visita começou no Salão Nobre do Hospital onde se podem observar as imponentes pinturas retratistas dos benfeitores deste projecto.


Mas poderia haver Hospital sob gestão da Misericórdia sem Santo Padroeiro, sobretudo no caso de um Hospital que até tem nome do Santo?!
E no átrio interior do Hospital encontra-se uma capela com uma história interessante, pois, quando o Hospital foi todo renovado nos anos 90 a capela foi integralmente demolida e posteriormente reconstruída tal como hoje se encontra.




Depois deste percurso histórico pelo interior deste centro hospitalar entra-se finalmente na Botica!
A "Sala de Público" manteve a sua traça oitocentista, apresentando um raro conjunto de armários de botica. Em 1875 foi enaltecida por Pinho Leal como uma das primeiras de Portugal.
Testemunho histórico da arte e da cultura científica praticada neste lugar-chave da memória da cidade, o seu espólio remete-nos para um período de intensificação no fabrico interno de diversos preparados e produtos medicinais, refletindo as correntes terapêuticas da época.











A primitiva botica barroca do Hospital D. Lopo de Almeida foi deslocada para a frontaria central do edifício, desativada e transferida para o 1º piso da ala sul do corpo central deste Hospital, onde se conservou ilesa de reformas até 1857!
Com o Pharmaceutico Administrador Agostinho da Silva Vieira que esta Botica beneficiará de melhoramentos e obras de renovação que a tornarão digna e adequada ao progresso científico e técnico da época – uma pharmacia modelo – ou, segundo Pinho Leal, uma das primeiras de Portugal.
Deste modo, sob a sua direção e graças ao legado que chegou do Brasil de João Teixeira Guimarães, foi iniciada a reforma em agosto de 1857, a qual se prolongaria até 1860.







No nicho central e no corpo superior da estante está patente a iconografia farmacêutica esculpida em madeira em alto-relevo, alternando com relevos de motivos vegetalistas. Rematam superiormente a armação sete plintos com bustos em gesso, pintados a preto, de seis personalidades ligadas às ciências médicas, farmacêuticas e botânicas –Linnee; Hilaire; Fourcroy; Parmentier; Broussais; e Vauquelin – e do deus greco-romano da Medicina, Esculápio.
 
Prosseguimos para a Farmácia de Oficina do Hospital Joaquim Urbano
O curso do Hospital Joaquim Urbano é indissociável dos progressos registados no domínio do tratamento e investigação das doenças infeciosas. Estabelecido em 1884 como hospital provisório para coléricos no lugar de Guelas de Pau, na então freguesia do Bonfim, o seu trajeto foi entrecruzado por notáveis personalidades médicas dedicadas às questões da saúde pública.



Na Farmácia do hospital eram manipuladas múltiplas drogas com produção de diferentes formas farmacêuticas, de acordo com a Farmacopeia e formulários em vigor. Eram destinadas especialmente ao tratamento de sucessivas catástrofes epidémicas.
Este espaço apresenta-se como testemunho de técnicas e progressos na produção medicamentosa registados como formas de tratamento hospitalar.
Esta é sem dúvida uma visita que vale a pena fazer para conhecer um pouco da história da evolução das técnicas e instrumentos que têm sido utilizados na área da saúde.
Este museu aceita visitas de pequenos grupos (até 15 pessoas)! Claro está que como este grupo da maltaromática que fez a visita é enormeeeeee tivemos de nos dividir em dois grupos, mas foi bastante interessante e a nossa guia - Drª. Sónia Faria -  foi extraordinariamente simpática e profissional pois, teve de repetir a dose!